Quinta-feira, Novembro 25, 2004

Não aconteceu... mas se tivesse acontecido teria sido assim?


Reza assim o telex da Lusa:

Media: Mota Amaral critica destruição de "reputações" com apoio entidades
públicas

Coimbra, 24 Nov (Lusa) - O presidente da Assembleia da República (AR), João Bosco Mota Amaral, lamentou hoje o envolvimento de "entidades estaduais" em investigações jornalísticas que vieram a destruir a reputação de algumas figuras públicas.
"A cumplicidade, ao menos aparente, de entidades estaduais nesses arremedos de julgamentos em praça pública contribui para uma das maiores crises de sempre de credibilidade do Estado e das instituições democráticas", afirmou Mota Amaral.
O presidente da AR intervinha na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, na sessão de encerramento das comemorações dos 10 anos da Licenciatura em Jornalismo, para a qual foi convidado pela instituição através de Mário Mesquita, um dos docentes fundadores do curso.
"Entrando por caminhos perigosos e exorbitando decerto as suas competências, os 'media' não só denunciam condutas censuráveis como se lançam mesmo em investigações sobre as mesmas, sem cuidar do respeito à honorabilidade, legalmente protegida, das pessoas a tal sujeitas", afirmou.
Lamentando "experiências recentes de lamentáveis excessos comunicacionais", Mota Amaral recordou que "têm sido destruídas, injustamente, algumas reputações" com a alegada cumplicidade de algumas "entidades estaduais" que não especificou.
"O excessivo predomínio de qualquer poder social é sempre perigoso. O ideal é que se equilibrem uns aos outros como freios e contrapesos", preconizou, frisando que "o Estado democrático assenta na liberdade de imprensa", enquanto "o Estado autoritário controla os 'media' com mão de ferro". Na opinião do presidente do Parlamento, a Universidade "não deveria eximir-se a uma reflexão crítica sobre os 'media' e o exercício do poder mediático na sociedade portuguesa".
Mota Amaral disse que a "plena liberdade de imprensa e de informação" é a "regra de ouro", mas defendeu a "correspondente responsabilidade pelos abusos dos violadores dos direitos de quem quer que seja, a efectivar perante os tribunais comuns, mediante processo justo e célere".
CSS.
Lusa/fim

É só pena ninguém ter ouvido. Sabem porquê?
Porque isto NÃO ACONTECEU...
ver post de hoje intitulado "Jornalismo I"

Este telex ter sido corrigido algum tempo depois não justifica o mau trabalho de cobertura jornalística.

1 comentários:

Manuel Pinto on 3:49 PM disse...

O triste episódio diz muito de um certo tipo de jornalismo que eu não saberia dizer se é "sentado" se "excessivamente movimentado".

 

About Me

António José Silva
Lic. e Jornalismo pela FLUC; mestrado em Comunicação e Jornalismo pela mesma faculdade. Trabalho na Ideias Concertadas.
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